08/12/2010

Aniversário de vida, Aniversário de morte...

E não é que eu volto aqui bem no aniversário de morte de John Lennon? Meu último post havia sido no aniversário (de vida mesmo) dele, e desde então eu não arranjei mais tempo de postar nada aqui. E venho não pra ficar lamentando, mas pra dizer que eu não consigo gostar de aniversários de morte.

Afinal, já não basta a dor de perder um ídolo, ainda temos de "comemorar" isso todo ano? I mean, isso é tão dolorido e desnecessário. E, ok, quando a morte ainda é um pouco mais natural... Mas poxa, só de pensar da maneira com que o John morreu já me bate uma tristeza.

Então não sei, a mim parece completamente dispensável, mas como o mundo se mobilizou hoje pelo nosso John, deixo aqui minha homenagem: DOWNLOAD! EBA!


Como eu estava (estou) morrendo de preguiça de upar aqui, peguei o link do 4shared mesmo, então se der problemas, chore ali nos comentários.


IMAGINE (1971)


Bom, não tenho nem muito o que dizer sobre este álbum. Junto com "Rock'n'Roll" (1975) ele é, na minha opinião, o melhor disco solo do John. Fora o clássico homônimo, o álbum ainda tem músicas como "It's So Hard", "Jealous Guy" e "How Do You Sleep?", que se tornaram peça garantida na discografia básica do eterno beatle.


Tirando isso, era isso mesmo. Baixe e escute algumas das palavras que tornaram John um semeador de paz, amor e fraternidade.



01. Imagine
02. Crippled Inside
03. Jealous Guy
04. It's So Hard
05. I Don't Wanna Be A Soldier
06. Give Me Some Truth
07. Oh My Love
08. How Do You Sleep?
09. How?
10. Oh Yoko!

09/10/2010

Profile #003 - John Lennon



Nome: John Winston Lennon 
Nascimento/Falecimento: (★Liverpool, England, 09 de outubro de 1940/†New York City, 08 de dezembro de 1980, 40 anos)

09/10/1940. Em meio à Segunda Guerra Mundial, Liverpool era bombardeada por aviões nazistas. Pessoas corriam pelas escuras ruas da cidade buscando um abrigo, um lugar para escapar daquilo que podia ser sua morte, numa completa confusão. Entre essas pessoas havia uma, Mary Smith (ou simplesmente "Mimi"), que corria no escuro não apenas para escapar do ataque, mas para chegar à maternidade de Liverpool, onde sua irmã Julia havia acabado de dar a luz a um menino, John Winston Lennon (o nome vinha de seu avô paterno, John "Jack" Lennon).

Assim que Mimi viu John pela primeira vez, logo percebeu que ela seria mais mãe dele do que Julia. E de fato, como Alfred Lennon (pai de John) abandonou Julia quando John ainda era muito pequeno, ela acabou tendo um descaso grande com seu filho e saía pelas noites de Liverpool, para trabalhar e, muitas vezes, se divertir com outros homens, enquanto Mimi cuidava de John.

Lennon cresceu em meio a essa confusão familiar. Sua mãe pouco ligava pra ele, sua tia Mimi, embora fosse muito carinhosa, era exigente até demais com seu sobrinho, e seu pai o havia abandono quando criança. Então, naturalmente, de acordo com que os anos iam passando e John tomava consciência do que passava a sua volta, ia se rebelando cada vez mais com sua família. Pouco ligava pra escola, e passava seus dias fazendo piadas sujas com seus amigos enquanto gazeava aula. E, também naturalmente, gostava de rock, o bom e velho rock'n'roll. A música rebelde de Elvis Presley fez com que Lennon se identificasse desde a primeira vez que o ouviu. Passava horas tentando sintonizar a rádio Luxemburgo (a única rádio de Liverpool que passava programações de rock, já que a BBC se negava a passar este tipo de música), arranjava LPs de rock com seus amigos, e é normal que uma hora ele quisesse ter sua própria banda.

Mas o rock não era exatamente o que fazia sucesso em Liverpool na época. O skiffle, um híbrido entre rock e música inglesa, era a moda do momento. Lennon logo arranjou um banjo com sua mãe, que mais interessada no filho, lhe ensinou a tocar 3 acordes (G, C e D7). Logo, desinteressado no banjo, John arranjou um violão, e tentava tocar os clássicos que ouvia na Luxemburgo no seu instrumento, com os acordes de banjo que sabia. Lennon arranjou outros amigos interessados em ter uma banda, e logo tinha seu grupo de skiffle pronto: The Quarrymen, cujos integrantes eram Eric Griffiths, Colin Hanton, Rod Davis, Pete Shotton, Len Garry, e claro, Lennon.


A banda tocava em cinemas, festas de amigos e quaresmas. E foi exatamente numa quaresma em que a Quarrymen tocou, que John conheceu um amigo de Ivan Vaughan (um amigo próximo), chamado Paul McCartney. À primeira vista, Lennon o achou meio convencido, cheio de si, mas assim que McCartney tocou uma versão de "Twenty-Flight Rock" de Eddie Cochran, John já gostou dele. E não demorou muito para que Lennon o chamasse para tocar na Quarrymen. Paul topou, e a banda melhorou consideravelmente de nível. Aos poucos, por influência de McCartney, a banda ia trocando o repertório skiffle por um completamente rock. Iam trocando a tábua de passar roupa e baixo de caixa de chá (típicos de skiffle) por instrumentos de verdade, enfim, se tornando uma banda um pouco mais séria.


Até que um dia McCartney viu um moleque de 14 anos de sua escola tocando guitarra. Paul ficou impressionado com a habilidade dele, e quis chamá-lo para a banda. John foi meio contra, por ele ser mais novo, mas acabou aceitando. E, agora com esse garoto chamado George Harrison na banda, eles podiam seguir em frente.


Mas, alguns meses depois de Harrison ter entrado na banda, uma fatalidade ocorreu. Eric Griffiths havia encontrado Julia (mãe de Lennon) num cruzamento. Conversou um pouco com ela, e seguiu em frente. Porém, um pouco depois, tudo o que viu foi um forte barulho, e o corpo de Julia sendo arremessado para longe. Ela morreu aos 44 anos, atropelada por um policial fora de serviço. A morte de Julia traumatizou John imensamente, e meio sem querer ele culpou Eric Griffiths por sua morte, o que ele mesmo sabia que não era verdade. Mimi percebeu que a morte de Julia mudou consideravelmente a personalidade de seu sobrinho, e se aproximou mais dele, mesmo que abalado com esse trauma (e pelo fato de ele ser um adolescente) ele procurasse o apoio de seus amigos, e não de sua tia.


Lennon era o típico adolescente revoltado, o que naquela época chamavam de teddy boy. Mudava frequentemente de colégios, enfrentava professores, fumava, bebia, usava roupas de couro e gostava de rock. E numa dessas trocas de colégio, após falhar em um GCE (General Certificate of Education), Lennon foi parar no Liverpool College of Art, e lá assumiu de vez seu estilo teddy boy. Ia bem apenas em algumas matérias, e passava grande parte de seu dia num refeitório com seus amigos Paul McCartney, Cynthia Powell (mais tarde sua esposa) e um jovem aspirante a pintor, Stuart Sutcliffe. John queria que Stu entrasse para os Quarrymen, mas ele relutava. Mas acabou entrando, para tocar baixo elétrico. Nessa época (1958-1959) a banda já tocava severamente em shows. Tocavam em lugares como o Jacaranda Cafe e o Casbah Club, bares de jovens liverpoolianos. A dona do Casbah, Mona Best, tinha um filho também aspirante a músico, Pete Best. Ele tinha uma bateria completa, um luxo na época. 


A amizade com os meninos da Quarrymen foi crescendo, alguns integrantes da Quarry skiffle tinham saído da banda, e quando menos perceberam Pete já estava tocando na banda. Agora eram 5; John, Paul, George, Stu e Pete. Faziam shows periodicamente no Casbah e num novo clube de jazz da cidade, um tal de Cavern Club. Os anos se passaram, e de 1958 até 1960 eles tocaram nos mesmos lugares. Stu sugeriu que eles mudassem de nome, pois Quarrymen era referência clara à escola que John estudara (Quarry Bank High School), e assim eles seriam eternamente uma banda de colégio. O mesmo Stu sugeriu The Beetles, em homenagem à banda de Buddy Holly (The Crickets), o John sugeriu o trocadilho com a palavra beat. E pronto, estava feito. The Beatles.


Em agosto de 1960 surgiu uma oportunidade para a banda: Vários grupos de Liverpool iriam para Hamburgo para se apresentar periodicamente em clubes como o Kaiserkeller, o Star-Club, o Top Ten, entre outros. O quinteto aceitou de cara o convite, e logo que chegaram na cidade, logo viram a realidade que iriam enfrentar: St. Pauli, o bairro onde os clubes que eles iriam tocar ficava, era o centro de prostituição da cidade, um lugar sujo e mal-frequentado, com bêbados cambaleando pelas ruas. Mas isso era o de menos, a banda estava em outro país pra fazer shows periódicos em bares da cidade. Mas logo quando deram o primeiro show perceberam o quão difícil seriam os meses que se passariam. A banda tinha de fazer longas jam-sessions, às vezes chegavam a tocar 08, 10 horas por dia, e para não cair no sono em pleno palco, tiveram que tomar sua primeira droga, as anfetaminas Preludin, que os deixava ligados por horas.


A rotina em Hamburgo era extremamente desgastante, mas deu experiência e presença de palco para os Beatles. John, no meio daquilo tudo, "namorava" Cynthia Powell, que mais tarde se tornaria sua esposa, mas a quantidade de strippers e prostitutas que rodeavam os clubes da cidade alemã era tão grande, que ele pouco ligava para ela. A filosofia sex, drugs & rock'n'roll era seguida à risca pela banda. Porém a polícia de  lá não simpatizava muito com os meninos, e com a desculpa de que eles não tinham visto de trabalho na cidade, e como Harrison ainda tinha 17 anos, a banda foi deportada de volta para Liverpool. Em 1961, quando George já tinha 18, eles voltaram para mais uma "turnê" em Hamburgo, porém acabaram ficando com apenas 4 integrantes. Stu, desde a primeira vez que foi à Hamburgo namorou com a fotógrafa (e responsável pelo corte de cabelo beatle) Astrid Kirchherr, e decidiu abandonar o posto de baixista do quinteto para se dedicar à sua arte e à Astrid.


Antes de voltar para Liverpool, o agora quarteto ainda gravou um CD como banda de apoio de um músico que conheceram chamado Tony Sheridan, e tiveram seu ligar ao sol em músicas como "Ain't She Sweet", "Cry For A Shadow" e "My Bonnie"


De volta a Liverpool, os Beatles continaram sua velha jornada entre o Cavern Club e o Casbah. Lennon, para se diferenciar das bandas cover ruim de Liverpool, decidiu tentar escrever suas próprias músicas. McCartney já fazia isso, mas nada muito relevante. E juntos, a dupla fazia algumas composições, como "Hello Little Girl", "Like Dreamers Do" e "Love Me Do".


Um dia, mais precisamente 9/11/1961 os Beatles estavam tocando como sempre no Cavern. O mesmo repertório, as mesmas piadinhas em cima do palco, tudo natural. Mas um senhor numa mesa escura lá no fundo do bar não era só mais um frequentador. Vindo a convite de um amigo em comum, o empresário Brian Epstein prestava severa atenção naqueles quatro moleques de jaqueta de couro que tocavam no palco. Epstein era amante de blues e jazz, e achou toda aquela barulheira da banda um grande lixo, mas acreditou que havia futuro naquilo.


Após o show, Brian contatou a banda, que hesitou, mas aceitou que Brian fosse seu empresário. E a primeira atitude dele foi mudar o visual e a presença de palco dos Beatles. Nada de jaquetas de couro, nada de cuspir no público ou beber enquanto toca. Nada disso, daquele dia em diante eles usariam apenas ternos, tocariam sobre um formato, sem improvisações nem nada assim, enfim, seriam uma banda séria. Epstein manteve, visualmente, apenas os cabelos "tigela" que eles haviam adquirido em Hamburgo, e também quis manter as piadas que eles faziam no palco.


John achava aquilo de ser comportadinho um saco, mas como o resto da banda estava de acordo com Brian, ele acabou aceitando. Ele ainda passava por uma época de rebeldia, e achava tudo aquilo meio chato, mas entendia. Seu relacionamento com Cynthia ficava cada vez mais sério, e via-se que logo iriam se casar. John, embora fosse um pouco infiel, gostava muito de Cynthia.


Em 1962 aconteceram alguns fatos que mudaram a vida dele e dos outros beatles para sempre. Já em Primeiro de Janeiro, fizeram uma frustrada audição na Decca Records (arranjada por Epstein), e mais pro meio do ano fizeram uma outra audição na Parlophone/EMI. O dono do selo Parlophone era um produtor ainda novo no ramo, um tal de George Martin. Ele ouviu atenciosamente a banda, e aceitou contratá-los, com a condição de que eles comprassem instrumentos melhores e trocassem de baterista, que ele achou horrível.


Pete saiu um pouco ressentido da banda, e grande parte dos fãs da banda se desapontou, pois adoravam o baterista. Mas logo que ele saiu, foi substituído por uma baterista muito melhor, que antes tocava no Rory Storm & the Hurricanes, o tal Richard Starkey, conhecido como Ringo Starr, por causa dos anéis que usava.


No final de '62, começaram a aparecer em programas de TV, gravaram dois singles ("Love Me Do/P.S. I Love You" e "Please Please Me/Ask Me Why"), que levaram a banda à fama regional. Ringo demorou para ser aceito pelos fãs, mas acabou se enturmando, por ser calmo, engraçado e humilde.


Mas, na vida de John, a maior mudança em 1962 foi a notícia de que Cynthia estava grávida. John reagiu instantaneamente pedindo Cyn em casamento, e dia 23/08/1962 eles se casaram. No começo de 1963 nasce Julian Lennon, e John e Cyn vão morar juntos. Os Beatles iam crescendo cada vez mais, lançaram mais um compacto ("From Me To You/Thank You Girl"), e aí o sucesso começou a crescer de verdade. Shows em lugares grandes, em outras cidades, fãs histéricas, era o início da beatlemania.


John respondia positivamente a este sucesso. Adorava as meninas enlouquecendo por ele, adorava o dinheiro que entrava, adorava os shows, adorava tudo que rodeava os Beatles. Em março de '63 é lançado o primeiro LP da banda, Please Please Me, que atingiu o 1° lugar nas paradas inglesas. Sucessos instantâneos do quarteto de Liverpool invadiam todo dia as rádios de toda a ilha da rainha. "She Loves You", "I'll Get You", "From Me To You", entre outras, e assim era natural que a EMI e que Brian Epstein quisessem um sucesso para o mercado americano. John e Paul apareceram com "I Want to Hold Your Hand/I Saw Her Standing There", e dito e feito: em poucos meses, lá estavam os Beatles em 1° lugar nas paradas dos EUA, e indo para lá fazer uma turnê.


O sucesso deles não parava de crescer. As letras, o sex appeal, a presença de palco, o humor ácido nas entrevistas, tudo contribuía para a histeria das meninas. A cada novo compacto, a cada show, a cada entrevista que o quarteto dava, o sucesso aumentava. Depois de "Please, Please Me" (1963), vieram "With The Beatles" (1963), "A Hard Day's Night" (1964) (que proporcionou ao Fab Four a primeira experiência no cinema, num filme de mesmo nome), "Beatles for Sale" (1964), "Help!" (1965) (que também tem um filme homônimo), e a cada álbum que se passava, John e os outros beatles se renovavam musicalmente. Tinham influência da black music americana, do country, do rock clássico, e lá por 1965, acabaram por descobrir outra influência: as drogas.


Tirando as anfetaminas lá em Hamburgo, os Beatles se mantinham longe das drogas. Porém, foram apresentados à maconha por Bob Dylan nos EUA, em 1965. Daí, foram "evoluindo" lentamente para o LSD. "Rubber Soul" (1965), "Revolver" (1966), "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" (1967), "Magical Mystery Tour" (1967) e até mesmo "Yellow Submarine" (1968) são amplamente influenciados pelo efeito das drogas. Se é possível que isso tenha tido um lado positivo, a criatividade da banda teve seu ápice nessa fase. John compôs extraordinariamente nessa época. Peças geniais como "Nowhere Man", "The Word", "I'm Only Sleeping", "Tomorrow Never Knows", "Lucy in the Sky with Diamonds", "A Day In The Life" e "I Am The Walrus" foram feitas nessa época.


Porém, o interesse dos Beatles pela cultura indiana (que começou com Harrison) fez com que eles largassem (ao menos momentaneamente) as drogas e fossem para um retiro na Índia. Grande parte do "The Beatles (White Album)" (1968) foi composto lá, e peças como "Julia" (sobre sua mãe), "Everybody's Got Something To Hide Except Me And My Monkey", "Revolution" e "Yer Blues" refletem a época vivida. Embora eles estivessem vivendo uma temporada de paz, o casamento de John com Cyn se desmantelava, e ele começava a ter um caso com uma artista plástica japonesa que havia conhecido há um tempo atrás, chamada Yoko Ono.


Assim que voltaram da Índia, Lennon se separou de Cynthia e começou a namorar com Yoko. As sessões para o White Album foram um inferno. Cada integrante gravava num estúdio, John andava com Ono pra lá e pra cá, brigas entre os integrantes eram comuns, e o álbum de letras pacíficas teve gravações que pareciam guerras.


A presença de Yoko sempre foi um fardo para Paul, George e Ringo. John não a tratava como sua esposa ou namorada, mas como se fosse parte dele. Ia com ela aonde fosse, até nas sessões de gravação. Isso irritava muito os outros, pois foi acordado desde sempre que apenas eles e George Martin ficavam no estúdio. Os Beatles continuavam a fazer um enorme sucesso, e mesmo com as constantes brigas, depois do White Album eles ainda lançaram antes do fim da banda "Yellow Submarine" (1968), "Abbey Road" (1969) e "Let It Be" (1970), discos realmente incríveis.


Porém, era claro que a banda iria acabar. Paul e John, antes amigos inseparáveis, agora brigavam constantemente pelo "domínio" da banda, que desde que Brian Epstein morrera (em 1967, numa overdose de remédios) não tinha uma liderança estabelecida.


No começo de 1970, os Beatles acabaram. Tudo acabou por explodir, George estava cheio das exigências de Paul e John, Ringo estava farto de tantas brigas, Paul estava cheio do descaso do resto da banda, e John estava cheio de tudo.


Assim que os Beatles acabaram, Lennon partiu para a carreira solo. Sucessos como "Imagine", "Cold Turkey", "Instant Karma" e "Power to the People" fizeram com que a carreira solo de John fosse gloriosa, e ele seguiu nela até 1975, quando Yoko engravidou.


Quando Sean Lennon nasceu, John abandonou a música para se dedicar ao seu filho. Foram quase 5 anos de retiro, e em 1980 John decidiu voltar a gravar um álbum (que seria o que se tornou o Double Fantasy). No dia 8 de dezembro de 1980, lá por 22:30, John estava voltando de uma sessão de gravações, quando foi abordado por um homem que havia lhe pedido um autógrafo mais cedo numa cópia de Double Fantasy. Ele e Yoko iam entrando em seu prédio, quando o tal homem, Mark David Chapman, deu 5 tiros, dos quais 4 acertaram Lennon. O homem segurava uma cópia de O Apanhador no Campo de Centeio, o Double Fantasy autografado e a arma. Chapman foi preso e condenado à perpétua.


Mas nada, nada vai substituir, justificar ou acalentar o que houve. Nada vai tirar da nossa cabeça o que poderia ter acontecido se este louco não tivesse cruzado o caminho de Lennon. Nada pode mudar o que aconteceu.


E hoje, quando John estaria completando 70 anos, nós não devemos ficar tristes ou culpar Chapman por tudo, mas devemos sim é comemorar. Comemorar, viver e reviver tudo o que Lennon fez, sua música, seus filmes, livros e fotos. E não pensar no que poderia ter acontecido, mas no que aconteceu. E, principalmente, semear a palavra de John, divulgar o que ele falou e fez, para tentar buscar a utopia que Lennon sempre buscou: A paz.
"you may say i'm a dreamer, but i'm not the only one, i hope someday you'll join us, and the world would live as one"

17/09/2010

Cheers! 6 meses de #TheRockJukebox (:


Olá! Antes de tudo, queria me desculpar por não postar faz quase dois meses, é que ando meio sem tempo, e eu não queria postar qualquer besteira aqui só pra não ficar um vazio. Mas vim aqui para falar de coisas boas. No último dia 15 (quarta-feira), o blog fez 6 meses! Eu iria postar algo aqui, mas estava cheio de tarefas colegiais, tarefas com a banda e outras besteirinhas, aí não arranjei tempo. Mas aqui estou. E queria agradecer a todas as mais de 1000 pessoas que visitaram esse blog. 

1067 acessos podem não ser muita coisa para sites grandes, mas para mim significa muito. 1067 visitas de 27 países, e de 54 cidades brasileiras. É muito bom ver como um blog tão pessoal acabou virando algo maior do que eu imaginava. Torno a dizer que pouco mais de 1000 acessos podem ser pouca coisa, mas eu não tinha expectativa alguma com o Rock Jukebox, e ver que mais de 1000 pessoas se deram ao trabalho de visitar aqui e ler essas minhas resenhas improvisadas, é gratificante. Obrigado à todos, de verdade (:

E chega desse maldito hiato. Vou tentar postar o máximo que conseguir aqui no blog, e deixar o rock que tanto anima minhas noites de dias chuvosos um pouco mais próximo de todos. Até!

26/07/2010

The Damned - Damned Damned Damned (1977)


É fato que o primeiro álbum de punk rock já lançado é Ramones (1976). Também é fato que o primeiro disco do saudoso punk inglês foi Teenage Depression (1976). Mas temos de reconhecer que aquele punk sujo, sacana e divertido por qual os Sex Pistols seriam idolatrados teve seu início aqui. O quarteto foi formado em julho de 1976, fortemente influenciado pelos Ramones (que fizeram uma turnê pela Inglaterra nesse ano, que fez sugir inúmeras bandas com estilo parecido, como The Clash e Sex Pistols) e por bandas do estilo conhecido como pré-punk, como The Stooges e New York Dolls. Seu primeiro compacto, "New Rose" foi lançado em outubro de '76, já em fevereiro do ano seguinte é lançado "Damned Damned Damned".

O disco consiste em 12 faixas, uma cover dos Stooges, uma composta pelo baterista Rat Scabies e dez composições do guitarrista Brian James, que até hoje é considerado um dos pais do punk rock. Além de Scabies e Brian, a banda era composta também por Captain Sensible no baixo, e Dave Vanian nos vocais que já foram comparados aos de Frank Sinatra.

Os principais destaques, aos menos pra mim, são as canções "Fan Club", "New Rose", "Feel The Pain" e "I Feel Alright", mas todas as canções são extremamente punk, e o disco é de uma qualidade altíssima. Desde a capa até os créditos finais do vinil, o disco é completamente sujo e divertido. Canções sobre fã-clubes, pessoas que cheiram à peixe  e sobre mulheres de uma noite só fazem do disco uma zoação tremenda, e canções como "Stab Your Back" e "Feel The Pain" mostram um lado mais violento da banda, que também carrega um grande sarcasmo. Depois de 11 músicas de puro punk rock, o disco encerra com "I Feel Alright" dos Stooges, e aí a banda mostra a que veio: Destruição, distorção, barulho. O fim correto para uma banda não tão correta assim.

P.S.¹: Como a banda se reinventou inúmeras vezes, eles são conhecidos também por serem pais do rock gótico, fora a grande influência que a banda sofreu de estilos como o rock psicodélico e a música de cabaré.
P.S.²: Embora Brian James tenha sido o grande idealizador da banda, ele gravou apenas dois discos como um Damned. Este e o posterior, "Music for Pleasure" (1978) Quando ele saiu, Captain Sensible saiu do baixo tomou seu lugar nas guitarras, e Algy Ward foi chamado para o baixo.
P.S.³: Paul Gray, baixista do Eddie & the Hot Rods, tocou com o Damned de 1980 à 1983, ano em que a banda começou a tocar no estilo um pouco mais gótico.


01. Neat Neat Neat (Brian James)
02. Fan Club (Brian James)
03. I Fall (Brian James)
04. Born To Kill (Brian James)
05. Stab Your Back (Rat Scabies)
06. Feel The Pain (Brian James)
07. New Rose (Brian James)
08. Fish (Brian James)
09. See Her Tonite (Brian James)
10. 1 Of The 2 (Brian James)
11. So Messed Up (Brian James)
12. I Feel Alright (David Alexander/Ron Asheton/Iggy Pop)

13/07/2010

13 de Julho - Dia Mundial do Rock.


Rock. Hoje em dia é uma palavra tão ampla. O que já foi um estilo execrado pela sociedade, considerado música de deliquente, de adolescente, hoje em dia é mais. É música de pessoas felizes, depressivas, cabeludas, carecas, crianças, adolescentes, adultos, terceira idade. Todos, todos já ouviram e gostaram de rock. De Bob Dylan à Metallica, de Beatles à Joy Division, tudo que pode ser considerado rock. Folk-rock, Punk Rock, Beat, Mod, Grunge, Rockabilly, Metal, todos os estilos unidos em uma só palavra. Rock. Seria impossível mensurar a importância desse estilo na música. E não só na música, mas e todas as mudanças culturais que ele trouxe.

O que era música de negro (blues, jazz, etc) se juntou com música de branco (country) e criou um estilo novo, sem fronteiras. Parece não haver limites para o rock. O que era mais uma variação de outros estilos tomou nova forma, surgiram os Beatles, com seu estilo nada convencional, Black Sabbath com sua distorção e suas letras políticas, Ramones com seu D.I.Y., Stray Cats, Nirvana, Strokes e tantas outras bandas que começaram sub-movimentos dentro do Rock. Rock. Seriam necessárias horas pra falar sobre rock. Tudo é tão rock hoje em dia que passa despercebido. As velhinhas que reclamam do barulho dos jovens de hoje, já foram fãs de Beatles, os jovens que reclamam do tédio que é ouvir Roberto Carlos com suas avós são fãs de Nirvana. Rock.

Abrangência talvez seja a única palavra que quase consiga descrever o rock. Sitar, guitarra, baixo, órgão, tabla, bateria, saxofone. Praticamete tudo pode ser rock. Então me pergunto o que tanto comemoramos celebrando o dia do Rock. Talvez tudo. Do blues ao country, da distorção ao acústico, de 1954 à 2010. Rock.


Cheers, lads! E feliz Dia Mundial do Rock! (:

19/06/2010

Relespública - Efeito Moral (2008)

Antes de tudo, desculpe novamente pela minha ausência de três semanas e pouco, é que estou preparando uma surpresa aqui pro blog (que talvez ainda demore um pouco para aparecer) e acabei não postando nada aqui.


E aqui vai mais um disco dessa incrível banda curitibana, e que talvez seja o último. Oficialmente, o show da banda dia 08/05/2010 no Curitiba 12 Horas (que também contou com Giovanni Caruso e o Escambau, Blindagem e Mutantes, e que em breve terá um especial por aqui) não foi o último da banda, mas a banda fez uma "pausa" para descansar um pouco, e para o guitarrista e vocalista Fabio Elias cuidar da sua carreira solo que vai um pouco mais pro estilo sertanejo de fazer música (que embora não goste, desejo muito sucesso ao Fabio).


Mas, em 2008, a banda ainda estava bem na ativa, e este disco mostra todas as vertentes de influência da banda, desde o mais elétrico e distorcido rock'n'roll (como em "Homem Bomba (Master I)", "Não Seja Otário Não" e "Lady Baby"), as típicas músicas "rock'n'reles", como "Nós Estamos Aqui", "O Planador" e "Catavento", e também a experiência acústica de "Tema Pela Terra", que além de uma letra linda e tocante, conta com a habilidade de Fabio nos violões que também caracterizam sua carreira solo.


Outra faixa que merece destaque é a arrepiante "Lara Bee (E O Homem Que Contava Histórias)", uma peça épica de 7:22, que conta uma bela história com letra simples, arranjos muitíssimo bem compostos e a voz de Elias, que já soa familiar aos ouvidos após ouvir duas ou quatro canções deste belo disco, que por enquanto é o último lançado por esta banda que marcou história no rock sulista e curitibano.


01. Nós Estamos Aqui
02. Dê Uma Chance Pro Amor
03. O Planador
04. Tudo O Que Eu Preciso (part. esp. Samuel Rosa - voc. Skank)
05. Não Seja Otário Não
06. Homem Bomba (Master I)
07. S.O.S.
08. Tema Pela Terra
09. Catavento
10. Sem Tenho Você
11. Lady Baby
12. Garota Só
13. Lara Bee
14. Olha Que Absurdo (part. esp. Sandra Piola - voc. Anacrônica)



22/05/2010

Profile #002 - Buddy Holly




Nome: Charles Hardin Holley
Nascimento/Falecimento: (★Lubbeck, Texas, 07 de setembro de 1936/†arredores de Mason City, 03 de fevereiro de 1959, 23 anos)

Buddy, assim como Eddie Cochran, Elvis Presley e Johnny Cash, foi um dos primeiros rockeiros brancos a fazer enorme sucesso nos EUA. Seu primeiro single, "That'll Be The Day" (1957), teve uma ótima repercussão, e seus subsequentes, como "Peggy Sue" (1957), Not Fade (1958) e Maybe Baby (1958), o levaram à estratosfera da música, influenciando milhares de jovens não só nos EUA, mas na Inglaterra, Brasil e tantos outros países que estavam aderindo a onda do Rock'n'Roll.

Trecho1:
"Holly nasceu em Lubbock, Texas. Os Holleys eram uma família de músicos e cedo Buddy aprendeu a tocar violino, piano e guitarra. Ainda adolescente já tocava como profissional num duo de música country. A sua grande oportunidade surgiu quando fez a abertura de um concerto de Bill Haley and The Comets num espectáculo local. Assinou contrato pela 'Decca Records' para uma gravação solo, mas o seu sucesso prematuro iludiu-o."

Quando Buddy retornou à Lubbock, fundou seu grupo chamado The Crickets, que começou a gravar um disco nos estúdios de Norman Petty, no Novo México. As composições eram variadas. Podiam ser músicas de amor naquele estilo mais açucarado, ou podiam ser peças épicas sobre solidão, com letras bem elaboradas e ritmos tristes e marcantes.

Logo de cara, o disco dos Crickets fez enorme sucesso, e em março de '58 eles partiram para uma turnê pela Inglaterra, que inclusive foram assistidas por dois jovens aspirantes a músicos, que seriam conhecidos mais tarde como Paul McCartney e Mick Jagger.

Após essa turnê, já em 1959, Holly abandona os Crickets para fazer carreira solo, junto com Ritchie Valens e J.P. Richardson. Porém, após um show desta turnê com Valens e Richardson em 2 de fevereiro do mesmo ano, o avião Beechcraft Bonanza que transportava os três entrou em "uma tempestade de nuvem cega, e bateu no milharal de Albet Juhl, algumas milhas depois, às 1:05 da manhã. A batida matou Holly, Valens, Richardson e o piloto Roger Peterson, deixando a mulher de Holly, que estava grávida na época, viúva."

Assim como houve com Eddie Cochran, há muitos monumentos em homenagem à Holly, Valens e Richardson no local da batida, e até hoje as pessoas consideram o fatídico 2/2/59 como o dia em que o rock morreu.

Musicalmente, Buddy influenciou muitas bandas extremamente famosas (como Beatles, The Who, Weezer, Rolling Stones etc...), e várias bandas também já gravaram covers dele, como a versão dos Stones para "Not Fade Away", e as versões dos Beatles para "That'll Be The Day" (quando ainda eram jovens, em um vinil avulso de 1957) e "Words of Love" (do disco Beatles for Sale, de '64).

Trechos:
"Peggy Sue, You Don't Know How I Feel Blue, My Peggy, My Peggy Sue" - Letra de "Peggy Sue"
"You Say You're Gonna Leave, You Know It's A Lie, 'Cause That'll Be The Day, When I Die" - Letra de "That'll Be The Day"
"Words Of Love, You Whisper Soft And True, Darling I Love You, Hmm-m-mm" - Letra de "Words of Love"
"Staying At Home,Waiting For You, Just Won't Get It 'Cause You Say We're Through" - Letra de "I'm Looking For Someone To Love"
"People Tell Me 'Love's for Fools', So Here I Go, Breaking All The Rules" - Letra de "It's So Easy"
"One Lonely Night At This Drive-in, And Now I Know What A Fool I’ve Been - Letra de "An Empty Cup (And A Broken Heart)


21/05/2010

Eddie & The Hot Rods - Teenage Depression (1976)

Muitos, MUITOS acham que foram os Sex Pistols que "inventaram" o punk rock. Mas não, não foram eles. O primeiro álbum de punk rock lançado é sem dúvida Ramones (1976), e em seguida uma banda de pub rock, uma variação do bubble punk britânico, lançou um disco, de pequena repercussão, algo bem regional. A banda era Eddie & The Hot Rods, o disco, Teenage Depression. Mal sabiam eles que anos depois, este seria considerado o segundo disco de punk já lançado, e o primeiro do famoso Punk Britânico.

O disco em si tem altos e baixos. As melhores, na minha opinião, são "Why Can't It Be", "Been So Long", "On The Run" e "The Kids Are Alright" (a mesma famosa canção do The Who, mas em uma versão mais punk), porém algumas canções como "Horseplay (Wearier of the Schmaltz)" e "Shake", e até  a canção tema "Teenage Depression" (que até tem outra versão mais punk, mas essa do disco é outra) mostram a face mais regional da banda, algo próximo do skiffle dos anos 50, que não é lá muito rock.

Porém, mesmo essas mais diferentezinhas tem o seu lado bom, e, embora a banda sempre tenha dito que não era e nunca quis ser uma banda punk, é inegável a influência dos Ramones nesse disco, e ao mesmo tempo, as influências internas do beat britânico dos anos 60 como Rolling Stones e The Who são muito presentes, formulando aquilo que seria o rock britânico imortalizado pela figura dos Sex Pistols, embora a intenção dos Hot Rods nunca tenha sido ter a imagem de punks sujos e criticar a rainha, como os Pistols fizeram.

P.S.: como o disco contém um monte de extras, o arquivo tem cerca de 93Mb (o maior que já postei aqui), porém mesmo assim vale a pena baixar ;)
P.S.²: a canção de maior sucesso do Eddie & The Hot Rods é "Do Anything You Wanna Do", que fez um grande sucesso na Inglaterra em '77, porém ela é do disco Life On The Line (1977), que postarei em breve (:


Side A
01. Get Across To You
02. Why Can't It Be
03. Show Me
04. All I Need Is Money
05. Double Checkin' Woman
06. The Kids Are Alright (live)

Side B
07. Teenage Depression
08. Horseplay (Wearier of the Schmaltz)
09. Been So Long
10. Shake
11. On The Run

Bonus Tracks
12. Writing On The Wall
13. Cruisin' (In The Lincoln)
14. Wolly Bully
15. Horseplay (single version)
16. 96 Tears (live)
17. Get Out of Denver (live)
18. Gloria/Satisfaction (live)
19. On The Run (live)
20. Hard Drivin' Man (live)
21. Horseplay (live)
22. Double Checkin' Woman
23. All I Need Is Money (live)

16/05/2010

Profile #001 - Eddie Cochran



Nome: Edward Ray Cochrane
Nascimento/Falecimento: (★Albert Lea, Minnesota, 31 de outubro de 1938/Londres, 17 de abril de 1960, 22 anos)

Eddie Cochran. Tantos tentam compará-lo à Elvis Presley, mas alguns detalhes da história deste que foi um dos inventores do rock não tem comparação. Edward (seu nome de batismo) nasceu em Albert Lean, Minnesota, embora sempre tenha afirmado que era de Oklahoma City, em uma família humilde, e logo na escola já começou a se interessar por música. Aprendeu a tocar piano, e começou a tocar guitarra ouvindo as músicas country que tocavam na rádio. Em 1955, sua família se mudou para Bell Gardens, na Califórnia, e lá Eddie formou seu primeiro grupo. E num show dessa banda, ele conheceu Hank Cochran (sem parentesco), com quem formou uma dupla de música western&country, a The Cochran Brothers.
Em 1956, Cochran foi convidado a aparecer no filme "The Girl Can't Help It"(1956). Ele aceitou e cantou a canção "Twenty-Flight Rock", o que já impulsionou sua carreira, resultando em um segundo convite para o filme "Untamed Youth"(1957) no ano seguinte cantando "Sittin' In The Balcony", o sucesso que o levou ao estrelato imediato. Depois de "Sittin' In", seguiram-se muitos hits de grande sucesso, como "Weekend", "My Way" (que nada tem a ver com a música de sucesso de Frank Sinatra), e seus maiores sucessos, "C'mon Everybody", "Somethin' Else" e "Summertime Blues", um dos maiores hits de todos os tempos, influenciando liricalmente e musicalmente todo o rock até os dias de hoje.

Porém, assim como ocorrera com os grandes astros do rock Buddy Holly e Ritchie Valens, sua gloriosa carreira foi interrompida drasticamente na noite de 16 de Abril de 1960, enquanto Eddie e seu grande amigo e guitarrista Gene Vincent faziam uma turnê pelo Reino Unido. Eles e Sharon Sheeley (namorada de Cochran) estavam num táxi à caminho de Londres quando o mesmo se chocou contra um poste de luz na Rowden Hill. Gene e Sharon se machucaram muito, porém sobreviveram, assim como o taxista George Martin (que não tem nada a ver com o conhecido produtor dos Beatles). Porém, durante a batida, Eddie fora arremessado para fora do carro, e não resistiu aos ferimentos. Hoje, no local, há uma placa em homenagem à Cochran, e vários outros símbolos referentes ao ídolo.


Porém, mesmo depois de seu falecimento, havia muito material inédito, e foram lançados mais discos dele nos anos 70 do que em toda sua carreira nos 50's. No decorrer das décadas que se seguiram e até os dias de hoje, Eddie influencia toda vertente do rock, desde o mais puro country até o heavy metal. Um dos principais símbolos de sua carreira é a sua guitarra Gretsch 6120, que até hoje é um símbolo nato do rockabilly. E, embora a carreira dele tenha sido extremamente curta, ele é de longe o artista que mais influenciou o rockabilly, junto com Johnny Cash e Elvis Presley.


Trechos:
"Well I've Been Doing My Homework All Week Long, But Now The House Is Empty And My Folks Have Gone, C'mon Everybody!" - Letra de "C'mon Everybody"
"I Bet My Peanuts To A Candy Bar, That You'll Be Cuter Than A Movie Star" - Letra de "Drive-In Show"
"I Said 'Baby, You're Mighty Sweet, But I'm In Bed With An Achin' Feet'" - Letra de "Twenty-Flight Rock"
"Well, I Didn't Go To Work, Told The Boss I Was Sick" - Letra de "Summertime Blues"
"My Car's Out Front, And It's All Mine, Just A '41 Ford, Not A '59" - Letra de "Somethin' Else"


15/05/2010

Nova coluna - Profile (:






ae, hoje estou iniciando uma nova coluna aqui no #TheRockJukebox, a Profile (Perfil), que não vai ter downloads, mas vai contar mais detalhadamente a história de algumas bandas, ilustrando com fotos todas as suas fases, suas músicas etc. Muitas vezes eu vou acabar passando também alguns links para complementar o texto daqui do blog, e as vezes também vou colar alguns trechos de outros sites (com referência e tal), tudo para complementar mais ainda esta nova coluna. Em breve começarei as postagens, e ainda postarei muitos dowloads, é claro ;)
Abraços,
Murilo (ou @muren_lynx, chame como quiser :D)

The Kinks - Kinks (1964)

Quando você pensa em 1964, o que vem a sua cabeça? Você deve logo ter pensado em Beatles, Beatlemania, alguns poucos devem ter lembrado dos Rolling Stones. Mas é claro que este ano não se resume só a isso. Foi lá, e na mesma Inglaterra dos Beatles que surgiu uma das bandas que mais formulou o rock dos anos 60, The Kinks.

Mesmo que no começo eles tivesse sido meio eclipsados pelo gigante sucesso dos Beatles (assim como tantas outras bandas da Inglaterra desta época), a evolução musical e a irreverência da banda (que muitas vezes é comparada com a do fab four) foi sendo reconhecida aos poucos, e hoje todos a colocam do hall) das melhores bandas sessentistas do mundo (junto com The Who, Rolling Stones, os sempre citados Beatles etc).
E foi nesse disco que a banda começou. Assim como os Rolling Stones, muito influenciados pelo blues'n'roll do final da década de 50, escolheram algumas covers (como "Too Much Monkey Business" e "Beautiful Delilah", ambas de Chuck Berry) e misturaram com algumas músicas próprias, mixando num álbum de grande sucesso, se esquecermos daquilo que foi a beatlemania.

Eles são frequentemente colocados ao lado dos Rolling Stones e do The Who como as bandas que colocaram a rebeldia no rock, excluindo os Beatles (que teoricamente seriam certinhos demais). Embora eu não concorde com essa teoria, é clara a rebeldia da banda. Embora suas canções sejam em muitos aspectos parecidas com todas as outras bandas beat, suas apresentações explosivas, suas letras sobre amor sacana e a irreverência dos irmãos Dave e Ray Davies mudaram o conceito do rock, que a partir dali nunca seria mais o mesmo.


Eu destaco principalmente as canções "I Took My Baby Home", "You Really Got Me" (grande sucesso que alguns devem conhecer pela versão do Van Halen), "Long Tall Shorty" e "Too Much Moonkey Business", mas todas as músicas tem o seu feeling, fazendo um dos 5 melhores discos de 1964.




Side 1





  1. "Beautiful Delilah" (Chuck Berry) – 2:07
  2. "So Mystifying" (Ray Davies) 2:53
  3. "Just Can't Go to Sleep" (Ray Davies) 1:58
  4. "Long Tall Shorty" (Herb Abramson, Don Covay) – 2:50
  5. "I Took My Baby Home" (Ray Davies) 1:48
  6. "I'm a Lover Not a Fighter" (J. D. "Jay" Miller) – 2:03
  7. "You Really Got Me" (Ray Davies) 2:13

Side 2

  1. "Cadillac" (Bo Diddley) 2:44
  2. "Bald Headed Woman" (Trad/Arr Shel Talmy) 2:41
  3. "Revenge" (R. Davies, Larry Page) 1:29
  4. "Too Much Monkey Business" (Chuck Berry) 2:16
  5. "I've Been Driving On Bald Mountain" (Trad/Arr Shel Talmy) 2:01
  6. "Stop Your Sobbing" (Ray Davies) 2:06
  7. "Got Love If You Want It" (J. Moore) 3:46
UK release: 2 October 1964 (Pye NPL 18096 mono: NSPL 83021 stereo)