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06/03/2011

The Strokes - Live At SNL

Incrível. Essa é a única palavra pra descrever a participação dos ressurgentes Strokes ontem no Saturday Night Live. Cada vez mais a volta da banda me deixa animado. Primeiro a Under Cover of Darkness, depois aquele preview de 30 segundos de cada música do novo disco Angles (que será lançado no meio do mês), depois o b-side "You're So Right" e o clipe de UCOD, e ontem, a apresentação no SNL.

Eu estava até bem animado pra esse pequeno show. Obviamente, a primeira canção seria Under Cover of Darkness, o principal single do álbum. Mas me perguntava qual seria a outra música que eles tocariam. Na ordem natural das coisas teria de ser "You're So Right", mas ela é uma música completamente de estúdio, muito difícil de ser reproduzida ao vivo. Aí fiquei com essa dúvida.

O programa começou à 01:30 no horário de Brasília. E até a banda se apresentar foram minutos tortuosos. Eu sou fã de SNL há algum tempo, mas nada daquilo conseguia me prender a atenção. Tudo que eu queria era ver Strokes. De repente começaram aqueles flashes de imagens da banda. Meu coração disparou. Mesmo.

Aí, veio a hora. A convidada da semana, Miley Cyrus (se você está lendo isso, Miley, casa comigo. rs) anunciou: "Ladies and gentlemen, the Strokes!". Não consigo descrever minha reação.

A primeira música era mesmo UCOD. Mas foi arrepiante. A voz de Julian não tava tão perfeita quanto na versão de estúdio, óbvio, mas tudo estava demais. E aquele 'fuck off' proferido por ele antes do fim da letra fechou a apresentação com estilo.



Depois, após outra boa hora de programa, saldei minha dúvida. Não era mesmo "You're So Right" a segunda música.

Era uma música calma, aconchegante, agradável, bem ao estilo indie de fazer baladas. "Life Is Simple In The Moonlight". A música.

Confesso que no preview nem tinha dado muita bola pra ela. Era apenas "outra música lá". Mas nossa, que apresentação maravilhosa. As guitarra em perfeita sincronia, o baixo de Nikolai presente, a bateria de Fab inovando, e a voz de Julian, ah, a voz de Julian... perfeita.



Não tenho palavras que possam descrever mais que isso. Eu simplesmente me sinto um fã maravilhado. Em menos de uma hora dei um jeito de extrair o áudio dos vídeos e colocar no meu iTunes, no meu iPod, na last.fm, no celular, em todo lugar. Sinto que dia 22/03 surtarei.

p.s.: o link abaixo é pro download das músicas em mp3. deixe sua last.fm feliz baixando e ouvindo sem parar (: hahaha

01. Under Cover of Darkness (04:11)
02. Life Is Simple In The Moonlight (04:18)

clique na jukebox para o download

05/03/2011

Arctic Monkeys - Brick By Brick

Juro que custei a acreditar. O novo disco do Arctic só sairá na segunda metade do ano, a banda ainda está produzindo seu disco lá naquela mansão alugada, o mundo está voltado para o novo disco do Strokes, e, do nada, aparece uma música nova dos meninos de Sheffield, com clipe e tudo?

Sim, exatamente isso. Juro que ontem (quando o video foi lançado), pensei "Deve ser fake", e pensei com razão. Aí fui ver o vídeo (tive a sorte de assistí-lo apenas 5 minutos depois do upload), sem muitas expectativas. Vi que o clipe era em boa definição, o que me deixou perplexo. Quando ouvi a primeira voz na música (que é cantada em grande parte pelo baterista Matt Helders), pensei "UÉ, isso não é a voz do Alex!" e fiquei puto. Até porque a voz do Matt tá bem diferente, convenhamos.

Aí, enquanto ouvia a música, fui ver os comentários no vídeo. Quando todos os comentários diziam que só reconheceram a voz do Alex em 02:02, me acalmei um pouco. Quando vi que o vídeo estava no canal oficial da banda, tive a certeza. A música era mesmo do Arctic.

Não consigo ter palavras pra descrever a minha alegria e orgulho de ser fã da banda. Eles estão soando bem como nunca. Conseguiram pegar o que havia de bom em cada um de seus trabalhos anteriores e juntar em 3 minutos. O clima levemente introspectivo do Humbug, os solos e backing vocals do Favourite Worst Nightmare, junto com a animação, velocidade e ritmo viciante do Whatever People Say I Am , Tht's What I Am Not.

É o retrato de uma banda em seu auge, que conseguiu construir uma carreira de sucesso tijolo por tijolo.



p.s.: se você não se animou e saiu cantando na parte "i wanna rock'n'roll, brick by brick", você não é normal HAHAHAHA (:

Alex Turner - Submarine

Faz tempo que o mundo está sabendo que dia 15/03 Alex Turner (guitarrista e vocalista da banda Arctic Monkeys) lançará um EP solo que fará parte do filme "Submarine", dirigido por Richard Ayoade. O EP terá 7 músicas (6 de autoria de Alex mais um remix mais-ou-menos) e será o primeiro trabalho solo do monkey.


E, semana passada, como já é de praxe para novos lançamentos, previews de 30 segundos de cada música foram disponibilizados no site da Amazon. E eu gostei bastante do resultado.


Como o player da Amazon é muito difícil/impossível de trazer aqui pro blog, vou ter que deixar o link pra lá mesmo. aqui (ou aqui, talvez aqui).


01. Glass In The Park - gostei do pouco que vi. disse no twitter esses dias que esperava nesse disco um monte de faixas calmas e acústicas, no estilo dessa versão acústica de Too Much To Ask, e foi isso que vi. mas melhorado. vocal calmo e violão cativante são os principais pontos altos dessa música (e de todo o álbum)


02. It's Hard to Get Around the Wind - Outra balada acústica que me chamou atenção. De ritmo mais acelerado, letra boa (pelo pouco que dá pra ver), algo bem Alex Turner. Adorei.


03. Stuck On The Puzzle - Essa é a música mais rock do disco, e a que mais me lembra o último disco do Arctic, "Humbug" (2009). As guitarras, a batida e até mesmo a voz de Alex estão completamente "humbugueadas". Acho que será a melhor faixa do disco.


04. Stuck On The Puzzle (intro) - Outra muito boa. Piano, voz com eco e um clima introspectivo deixam ela no mesmo nível das outras, mesmo tendo apenas 53 segundos.


05. Piledriver Waltz - Outra faixa mais rock. Mais rápida que Stuck On The Puzzle, também abusa do piano e a voz de Alex está um pouco menos calma, e mais animada.


06. Hiding Tonight - Esta faixa me lembrou muito um outro artista britânico, Badly Drawn Boy, bem conhecido lá na terra da rainha. Poderia dize que é mais uma balada acústica, mas algo de especial nela me cativou.


07. The Night (Alisson & Turner Remix) - Não tenho o que dizer. É um remix eletrônico que não me diz muita coisa. Não gostei nem um pouco. Se for a música dos créditos finais do filme, até vai, senão serviu só pra baixar a qualidade da obra.

Clipe - "Under Cover of Darkness" e b-side "You're So Right"

Como sempre, venho aqui dar as notícias atrasado. Mas não ia deixar isso passar em branco.

Dia 01/03 foi lançado o clipe do novo single do Strokes, Under Cover of Darkness, no mesmo dia em que o b-side do mesmo (que também estará presente no disco "Angles"), "You're So Right", veio à luz. Sobre o clipe não há muito a dizer, está ótimo. A ideia de remeter ao clássico, os integrantes da banda vestidos em trajes de gala, Julian com sua atuação marcante de sempre, os toques do maestro, e a menção genial à "Last Nite" na parte em que Jules canta "everybody's singing the same song for ten years", fora outros detalhes, deixaram tudo num clima perfeito.



E, junto com tudo isso, dia Primeiro ainda foi lançado o b-side desse single, "You're So Right", primeira composição do baixista Nikolai Fraiture para a banda.

É inegável que a música não tem nada a ver com seu a-side "UCOD". É cheia de detalhes estranhos, como uma bateria quase eletrônica (ainda tenho dúvidas se é ou não), backing vocals confusos, ritmo difícil, letra repetitiva e sequência de acordes estranha. Mas nada disso consegue deixar a música ruim.

Eu, bem particularmente, ainda prefiro "UCOD", por ela ser mais alegre, por lembrar mais Strokes nos seus áureos tempos. "You're So Right" me lembra muito da carreira solo do Casablancas, e isso ao mesmo tempo que é bom, é ruim. Mas mesmo assim, aprovei e estou ansioso pra dia 18 (ou 22) de março, ouvir este álbum que promete ser um dos melhores do ano.

23/02/2011

Foo Fighters - Rope

ok, no último post o blogueiro que vos fala disse que não gostou de White Limo, que tinha se decepcionado, e agora vem se redimir?

Hm, não exatamente. O que acontece é que o novo single do disco do Foo Fighters, Rope, foi liberado em streaming para ser ouvido no site banda. Lá fui eu, com os ouvidos já preparados, esperando outra White Limo da vida. Sim, já havia mudado minha opinião xiita contra o disco quando ouvi na íntegra aquele show secreto que eles fizeram tempos atrás com as músicas novas, até me emocionei um pouco em I Should Have Known (que tem a letra supostamente escrita para Kurt Cobain), mas mesmo assim não esperava grande coisa.

E não é que me surpreendi? Claro, a faixa é mais pesada do que o usual, não é nada com que você já tenha se acostumado a ouvir da banda, mas isso é até bom. Achei a faixa um pouco grande demais, por ser paulada quase inteira, mas aprovei, de verdade. O ritmo é quebrado e viciante, e embora Dave Grohl dê aquelas gritadas estranhas e ainda as guitarras estejam no estilo metal-meia-boca, consegui ver de novo aquelas vocalizações lindas dos bons tempos da banda, juntas com o feeling que eles sempre tiveram. É isso, curtam!



14/02/2011

White Limo - love it or leave it.

pois é, 2011 tem tudo pra ser um ano desgraçado de bom. Disco novo de Strokes, Arctic Monkeys, The Kooks, e... Foo Fighters. E há dois dias atrás, a última banda lançou um clipe na internet com a primeira música do álbum, White Limo.

Confesso que sempre fui fã do Foo Fighters. Mesmo. Achava uma das melhores bandas dos últimos anos, conseguiam misturar o peso de algumas músicas com o ritmo de balada de outras. Tudo muito bom. Big Me, Long Road to Ruin, Everlong, Best Of You, entre outros sucessos instantâneos. Tudo com muito humor e ótimas sacadas. Uma puta banda.

Mas o primeiro aviso veio tempos atrás, quando Dave Grohl disse que esse ia ser o álbum mais pesado da banda, e que não teria nenhuma baladinha. "Mas eita nóis!", pensou o blogueiro que vos fala. "Acho que vou me decepcionar!".

Realmente, triste decepção. Aposto que vai ter gente que vai adoraaaaaaaaaar o novo disco, cheio daquelas guitarras que lembram Metallica na fase mais-ou-menos, a voz de Grohl baixinha, mas se esgoelando lá no fundo. Sei lá, realmente me lembrou Metallica na fase ruim, só que 20x mais gritado.

O clipe ficou legal até, Lemmy atropelando geral, numa limo branca (RÁÁÁ), a banda pirada tocando. Mas sei lá, acho que o máximo de peso que a trupe do ex-Nirvana podia ter chego era algo no estilo "The Pretender". O que eu quero dizer é, White Limo ficou uma música legal, mas não pro padrão do Foo. Se o disco todo seguir essa linha, me desculpem, vou ali ouvir minha Big Me que está ótimo.

Mas lá vai, o clipe de White Limo. Ouça, ame-o ou deixe-o.

Under Cover of Darkness - 3:55 de puro rock.

Ok, o single foi lançado há 5 dias, já choveram opiniões, downloads, indies surtando por todos os lados, mas vou deixar aqui minha singela opinião:

DO CARALHO! Me impressionei demais, positivamente. Ok, Strokes nunca me decepcionou, nunca mesmo. Mas eu não esperava lá grande coisa, imaginava que ia ser qualquer coisa no estilo de Room On Fire, cheio de tecladinhos e coisas daquele gênero (que eu também adoro, mas, hm, não me parece nada Strokes). Mas não.

Desde as primeiras notas, agudas e cheias de bends, percebe-se o som da banda no seu auge. Toda aquela pegada dançante do Is This It, porém bem trabalhada e cheia de detalhes como os trabalhos posteriores da banda.

Em suma, superou minhas expectativas. Linha vocal ótima, refrão pegajoso, solo virtuoso, e até aquela mudança de ritmo durante o mesmo conseguiu ficar perfeita. Mal dá pra esperar 22 de Março.

Claro que nem todas as músicas de Angles serão tão boas e tecnicamente perfeitas quanto Under Cover of Darkness. Claro que não. Ela é um single, o single principal do disco.

Mas os 5 anos de espera valeram a pena. Dia 22/03, outra dose de indies irão ao delírio, dessa vez 10 vezes. Senhoras e senhores, Under Cover of Darkness! qqqqq

Murilo Pepler - EP#1 (These Boots Debate On My Yellow Sofa) (2011)

parte dois do merchan. outra vez, o texto da last.fm que escreveram sobre o disco:
Primeiro EP da carreira solo do guitarrista/vocalista da banda The Klutz. Depois do seu primeiro disco, Murilo grava um EP com menos faixas, apenas para dar vazão ao trabalho. Duas das faixas são instrumentais experimentais compostas por ele (“dBate Blues” e “Yellow Maple Dreams #009”) e as outras covers de Nancy Sinatra e dos Kinks. Este EP é uma prévia do que será o seu segundo disco, mais bem produzido e experimental, mas ainda com o feeling da improvisação e da simplicidade caseira de suas canções. Assim como seu disco anterior (“Sgt. Pepler”, de 2010) não é uma masterpiece do rock’n’roll, mas pela condição em que foi gravado e levando em conta a idade do artista (14 anos), o disco tem um resultado interessante.
pois é, to ficando famoso. não.


01. These Boots Are Made For Walkin' (Lee Hazlewood)
02. dBate Blues (Murilo Pepler)
03. Sittin' On My Sofa (Ray Davies)
04. Yellow Maple Dreams #009 (Murilo Pepler)

Murilo Pepler - Sgt Pepler (2010)

bem, merchan pessoal. lá vai o texto da last.fm que escreveram sobre o disco:
Primeiro disco do projeto solo de Murilo Pepler, guitarrista/vocalista da banda The Klutz. Foi gravado inteiro com um violão amplificado, um software de bateria e um meia-lua, todos (juntos com a voz) gravados com um microfone de headphone, na casa do músico. Como Murilo tem sua banda com composições próprias, sua “carreira solo” se baseia apenas em covers e músicas instrumentais que ele mesmo faz. Seus discos não tem nenhum requinte profissional, é gravado, mixado e produzido pelo próprio Murilo, em seu quarto. 
 Embora plenamente simples e improvisado, seu disco tem um pouco do feeling e energia da juventude (vale lembrar que Murilo tem apenas 14 anos), mixando músicas mais do que conhecidas, com covers de bandas menos famosas. Os destaques claros são “Picture Book”, “You Shouldn’t Be Sad” (ambas covers dos Kinks), “Raindrops Keep Falling On My Head”, “In My Life” e “Good Riddance” (as duas últimas que contam com adornos especiais, como solos de piano e orquestração). Em resumo, o disco não é uma masterpiece do rock’n’roll mundial, mas pelas condições em que foi gravado e pela idade do músico, é com certeza uma obra de resultado interessante.
e é isso. esse, junto com o EP "These Boots Debate On My Yellow Sofa" são a minha "discografia" como músico solo até o momento.



01. Big Me (Foo Fighters)
02. We Can Work It Out (Lennon/McCartney)
03. Picture Book (Ray Davies)
04. You Shouldn't Be Sad (Ray Davies)
05. Teenage Kicks (John O'Neil)
06. Raindrops Keep Falling On My Head (Bacharach/David)
07. In My Life (Lennon/McCartney)
08. You Know What To Do (Harrison)
09. Shout (Isley Brothers)
10. Walking The Dog (Rufus Thomas)
11. Good Riddance (Time Of Your Life) (Billie Joe)
12. Dearest (Buddy Holly)
13. The Fool On The Hill (Lennon/McCartney)
14. speech + Anyway You Want It (Dave Clark)

19/06/2010

Relespública - Efeito Moral (2008)

Antes de tudo, desculpe novamente pela minha ausência de três semanas e pouco, é que estou preparando uma surpresa aqui pro blog (que talvez ainda demore um pouco para aparecer) e acabei não postando nada aqui.


E aqui vai mais um disco dessa incrível banda curitibana, e que talvez seja o último. Oficialmente, o show da banda dia 08/05/2010 no Curitiba 12 Horas (que também contou com Giovanni Caruso e o Escambau, Blindagem e Mutantes, e que em breve terá um especial por aqui) não foi o último da banda, mas a banda fez uma "pausa" para descansar um pouco, e para o guitarrista e vocalista Fabio Elias cuidar da sua carreira solo que vai um pouco mais pro estilo sertanejo de fazer música (que embora não goste, desejo muito sucesso ao Fabio).


Mas, em 2008, a banda ainda estava bem na ativa, e este disco mostra todas as vertentes de influência da banda, desde o mais elétrico e distorcido rock'n'roll (como em "Homem Bomba (Master I)", "Não Seja Otário Não" e "Lady Baby"), as típicas músicas "rock'n'reles", como "Nós Estamos Aqui", "O Planador" e "Catavento", e também a experiência acústica de "Tema Pela Terra", que além de uma letra linda e tocante, conta com a habilidade de Fabio nos violões que também caracterizam sua carreira solo.


Outra faixa que merece destaque é a arrepiante "Lara Bee (E O Homem Que Contava Histórias)", uma peça épica de 7:22, que conta uma bela história com letra simples, arranjos muitíssimo bem compostos e a voz de Elias, que já soa familiar aos ouvidos após ouvir duas ou quatro canções deste belo disco, que por enquanto é o último lançado por esta banda que marcou história no rock sulista e curitibano.


01. Nós Estamos Aqui
02. Dê Uma Chance Pro Amor
03. O Planador
04. Tudo O Que Eu Preciso (part. esp. Samuel Rosa - voc. Skank)
05. Não Seja Otário Não
06. Homem Bomba (Master I)
07. S.O.S.
08. Tema Pela Terra
09. Catavento
10. Sem Tenho Você
11. Lady Baby
12. Garota Só
13. Lara Bee
14. Olha Que Absurdo (part. esp. Sandra Piola - voc. Anacrônica)



24/04/2010

Arctic Monkeys - Whatever People Say I Am, That's What I Am Not (2006)

Indie, indie, indie. Aonde quer que você vá, você escuta essa expressão. E são muitas as bandas indies, The Hives, Vivendo do Ócio, entre outras. Mas daonde isso começou? Muitos dizem que foi com os Strokes, mas outros tantos falam que foi com essa banda, e com esse álbum. Eu considero esse álbum como um marco no indie rock e no rock 2000's, a partir dele aquele estereótipo indie de experimentalismo e chatice foi abandonado. No melhor estilo "Guitarra-Baixo-Bateria-Vocal" eles fizeram o, na minha opinião, melhor disco de 2006, com baladas como "Still Take You Home" e "Riot Van", loucuragens cool como "The View From The Afternoon" e "I Bet You Look Good On The Dancefloor" resultam num ótimo álbum, dançante e envolvente, que assim como o álbum posterior (Favourite Worst Nightmare, 2007), é recheado de hits e dancing songs, ótimo pra quem gosta de um indie no estilo The Hives, The Strokes e Vivendo do Ócio.


  1. "The View from the Afternoon"
  2. "I Bet You Look Good on the Dancefloor"
  3. "Fake Tales of San Francisco"
  4. "Dancing Shoes"
  5. "You Probably Couldn't See for the Lights But You Were Staring Straight at Me"
  6. "Still Take You Home"
  7. "Riot Van"
  8. "Red Light Indicates Doors Are Secured"
  9. "Mardy Bum"
  10. "Perhaps Vampires Is a Bit Strong But..."
  11. "When the Sun Goes Down"
  12. "From the Ritz to the Rubble"
  13. "A Certain Romance"


28/03/2010

Relespública - As Histórias São Iguais (2003)

Mordida, Faichecleres, Terminal Guadalupe, todas essas bandas da cena rock curitibana são muito boas, ótimas mesmo, mas sem dúvida a que mais se destaca por aqui é a Relespública. Desde 89 na ativa, a banda já teve várias formações, e hoje em dia é formada por Fabio Elias (guitarra-vocais), Ricardo Bastos (baixo) e Moon (bateria), trio que se mantém desde (creio eu) 2003. A banda ganhou notória popularidade com a gravação do disco ao vivo MTV Apresenta: Relespública! em 2006, que firmou a banda como uma das maiores de Curitiba. O disco desse post é, na minha opinião, o melhor de toda a discografia da Reles, com grande parte dos sucessos da banda, como "Nunca Mais", "Garoa e Solidão" e "Essa Canção". Ah, é importante dizer que na faixa "A Fumaça É Melhor Que O Ar", há a participação especial do Nazi (cantor, ou ex-cantor do Ira!, nem sei direito dessa história), e se meu ouvido não me engana, na faixa "Boatos de Bar" também tem uma parte cantada por ele.
No geral, é um disco ótimo, baladas como "Marcianos" e "Nunca Mais" fazem contraste com faixas mais enérgicas como "Os Garotos São Espertos" e "O Camburão", fazendo um mix de canções excelente.

P.S.: na versão que eu tenho aqui, fora as 11 canções do disco, vinham mais 6 de discos mais antigos, que eu devo postar mais tarde, mas por enquanto vão as 11 mesmo :D


01 - Os Garotos São Espertos
02 - O Camburão
03 - Boatos De Bar
04 - Nunca Mais
05 - Marcianos
06 - Eu Soul
07 - A Fumaça É Melhor Que O Ar
08 - Notícias
09 - Garoa E Solidão
10 - Sobre Você
11 - Essa Canção

P.S.²: Queria agradecer ao Fabio Elias por ter comentado no post da Vivendo do Ócio ali, me senti honrado (:


22/03/2010

Vivendo do Ócio - Nem Sempre Tão Normal (2009)

Negads, ok, é Beatles pra cá, Rolling Stones pra lá, Creedence por aqui, mas vou dar uma pausa nas big bands pra postar sobre a, na minha opinião, melhor banda de rock da nossa querida terra tupiniquim, a Vivendo do Ócio. Misturando elementos do mais puro rock 60's, com grande influência do indie britânico, a VDO faz um som muito original (isto é, não é adepta de um estilo premeditado), com letras muito inteligentes falando sobre garotas, bebedeiras e amor (por que não, né?). No ano passado, o quarteto baiano formado por Jajá (Guitarra e Voz), Luca (Baixo e creio eu Backing Vocals), Davide (Guitarra) e Dieguito (Bateria) participou do reality show GAS Sound, promovido pela Guaraná Antarctica e tal, cujo um dos prêmios era a gravação de um disco pela gravadora Deck Disc, e o resultado desse incrível trabalho é o disco Nem Sempre Tão Normal (2009), que contém 14 faixas, todas de autoria da banda. Apesar de ainda serem jovens (ok, eu sou no mínimo uns 8 anos mais novo que eles, mas não importa), os rapazes da banda fazem um som bem profissional, que parece ser mesmo uma das raízes do futuro do rock brasileiro.


01 - Terra Virar Mente
02 - Oh, Não!
03 - Meu Precioso
04 - É Melhor Pensar Duas Vezes
05 - Dilema
06 - Fora, Mônica!
07 - Seja Como Quiser
08 - Viés
09 - Lado Ruim
10 - Hey Hey
11 - Caindo Na Estrada
12 - Rock Pub Baby
13 - Lado Ruim Pt II
14 - Amor Em Fúria


15/03/2010

The Fratellis - Costello Music (2006)

Ouié, tenho que dizer que essa é realmente uma das bandas mais style da última década. Style pelas letras, que misturam o mais puro amor, com um pouco de sacanagem, fora "assuntos meio nada a ver". Style pelo estilo (style pelo estilo quase não fica estranho) que mistura o Indie britânico, com pitadas da cultura dos anos 30-40-50 (como as pin-ups, marca registrada da banda), junto com ritmos animados e guitarras frenéticas.
Com essa mistura infálivel, o trio de Glasgow composto por Jon, Barry e Mince Fratelli tenta fazer um rock puro, sem tentar copiar ninguém, e deixa aquela impressão de que há futuro no rock.
Esse álbum em especial é animado quase que por completo, tirando as baladas (que também não deixam de ser animadas, mas são mais lentas), é aquele típico disco de rock dançante, frenético e tipicamente britânico.


1. Henrietta
2. Flathead
3. Cuntry Boys And City Girls
4. Whistle For The Choir
5. Chelsea Dagger
6. For The Girl
7. Doginabag
8. Creepin' up the Backstairs
9. Vince the Loveable Stoner
10. Everybody Knows your Cried Last Night
11. Baby Fratelli
12. Got Ma Nuts From a Hippy
13. Ole Black 'n' Blue Eyes (Bonus Track)