23/02/2011

Foo Fighters - Rope

ok, no último post o blogueiro que vos fala disse que não gostou de White Limo, que tinha se decepcionado, e agora vem se redimir?

Hm, não exatamente. O que acontece é que o novo single do disco do Foo Fighters, Rope, foi liberado em streaming para ser ouvido no site banda. Lá fui eu, com os ouvidos já preparados, esperando outra White Limo da vida. Sim, já havia mudado minha opinião xiita contra o disco quando ouvi na íntegra aquele show secreto que eles fizeram tempos atrás com as músicas novas, até me emocionei um pouco em I Should Have Known (que tem a letra supostamente escrita para Kurt Cobain), mas mesmo assim não esperava grande coisa.

E não é que me surpreendi? Claro, a faixa é mais pesada do que o usual, não é nada com que você já tenha se acostumado a ouvir da banda, mas isso é até bom. Achei a faixa um pouco grande demais, por ser paulada quase inteira, mas aprovei, de verdade. O ritmo é quebrado e viciante, e embora Dave Grohl dê aquelas gritadas estranhas e ainda as guitarras estejam no estilo metal-meia-boca, consegui ver de novo aquelas vocalizações lindas dos bons tempos da banda, juntas com o feeling que eles sempre tiveram. É isso, curtam!



14/02/2011

White Limo - love it or leave it.

pois é, 2011 tem tudo pra ser um ano desgraçado de bom. Disco novo de Strokes, Arctic Monkeys, The Kooks, e... Foo Fighters. E há dois dias atrás, a última banda lançou um clipe na internet com a primeira música do álbum, White Limo.

Confesso que sempre fui fã do Foo Fighters. Mesmo. Achava uma das melhores bandas dos últimos anos, conseguiam misturar o peso de algumas músicas com o ritmo de balada de outras. Tudo muito bom. Big Me, Long Road to Ruin, Everlong, Best Of You, entre outros sucessos instantâneos. Tudo com muito humor e ótimas sacadas. Uma puta banda.

Mas o primeiro aviso veio tempos atrás, quando Dave Grohl disse que esse ia ser o álbum mais pesado da banda, e que não teria nenhuma baladinha. "Mas eita nóis!", pensou o blogueiro que vos fala. "Acho que vou me decepcionar!".

Realmente, triste decepção. Aposto que vai ter gente que vai adoraaaaaaaaaar o novo disco, cheio daquelas guitarras que lembram Metallica na fase mais-ou-menos, a voz de Grohl baixinha, mas se esgoelando lá no fundo. Sei lá, realmente me lembrou Metallica na fase ruim, só que 20x mais gritado.

O clipe ficou legal até, Lemmy atropelando geral, numa limo branca (RÁÁÁ), a banda pirada tocando. Mas sei lá, acho que o máximo de peso que a trupe do ex-Nirvana podia ter chego era algo no estilo "The Pretender". O que eu quero dizer é, White Limo ficou uma música legal, mas não pro padrão do Foo. Se o disco todo seguir essa linha, me desculpem, vou ali ouvir minha Big Me que está ótimo.

Mas lá vai, o clipe de White Limo. Ouça, ame-o ou deixe-o.

Under Cover of Darkness - 3:55 de puro rock.

Ok, o single foi lançado há 5 dias, já choveram opiniões, downloads, indies surtando por todos os lados, mas vou deixar aqui minha singela opinião:

DO CARALHO! Me impressionei demais, positivamente. Ok, Strokes nunca me decepcionou, nunca mesmo. Mas eu não esperava lá grande coisa, imaginava que ia ser qualquer coisa no estilo de Room On Fire, cheio de tecladinhos e coisas daquele gênero (que eu também adoro, mas, hm, não me parece nada Strokes). Mas não.

Desde as primeiras notas, agudas e cheias de bends, percebe-se o som da banda no seu auge. Toda aquela pegada dançante do Is This It, porém bem trabalhada e cheia de detalhes como os trabalhos posteriores da banda.

Em suma, superou minhas expectativas. Linha vocal ótima, refrão pegajoso, solo virtuoso, e até aquela mudança de ritmo durante o mesmo conseguiu ficar perfeita. Mal dá pra esperar 22 de Março.

Claro que nem todas as músicas de Angles serão tão boas e tecnicamente perfeitas quanto Under Cover of Darkness. Claro que não. Ela é um single, o single principal do disco.

Mas os 5 anos de espera valeram a pena. Dia 22/03, outra dose de indies irão ao delírio, dessa vez 10 vezes. Senhoras e senhores, Under Cover of Darkness! qqqqq

Murilo Pepler - EP#1 (These Boots Debate On My Yellow Sofa) (2011)

parte dois do merchan. outra vez, o texto da last.fm que escreveram sobre o disco:
Primeiro EP da carreira solo do guitarrista/vocalista da banda The Klutz. Depois do seu primeiro disco, Murilo grava um EP com menos faixas, apenas para dar vazão ao trabalho. Duas das faixas são instrumentais experimentais compostas por ele (“dBate Blues” e “Yellow Maple Dreams #009”) e as outras covers de Nancy Sinatra e dos Kinks. Este EP é uma prévia do que será o seu segundo disco, mais bem produzido e experimental, mas ainda com o feeling da improvisação e da simplicidade caseira de suas canções. Assim como seu disco anterior (“Sgt. Pepler”, de 2010) não é uma masterpiece do rock’n’roll, mas pela condição em que foi gravado e levando em conta a idade do artista (14 anos), o disco tem um resultado interessante.
pois é, to ficando famoso. não.


01. These Boots Are Made For Walkin' (Lee Hazlewood)
02. dBate Blues (Murilo Pepler)
03. Sittin' On My Sofa (Ray Davies)
04. Yellow Maple Dreams #009 (Murilo Pepler)

Murilo Pepler - Sgt Pepler (2010)

bem, merchan pessoal. lá vai o texto da last.fm que escreveram sobre o disco:
Primeiro disco do projeto solo de Murilo Pepler, guitarrista/vocalista da banda The Klutz. Foi gravado inteiro com um violão amplificado, um software de bateria e um meia-lua, todos (juntos com a voz) gravados com um microfone de headphone, na casa do músico. Como Murilo tem sua banda com composições próprias, sua “carreira solo” se baseia apenas em covers e músicas instrumentais que ele mesmo faz. Seus discos não tem nenhum requinte profissional, é gravado, mixado e produzido pelo próprio Murilo, em seu quarto. 
 Embora plenamente simples e improvisado, seu disco tem um pouco do feeling e energia da juventude (vale lembrar que Murilo tem apenas 14 anos), mixando músicas mais do que conhecidas, com covers de bandas menos famosas. Os destaques claros são “Picture Book”, “You Shouldn’t Be Sad” (ambas covers dos Kinks), “Raindrops Keep Falling On My Head”, “In My Life” e “Good Riddance” (as duas últimas que contam com adornos especiais, como solos de piano e orquestração). Em resumo, o disco não é uma masterpiece do rock’n’roll mundial, mas pelas condições em que foi gravado e pela idade do músico, é com certeza uma obra de resultado interessante.
e é isso. esse, junto com o EP "These Boots Debate On My Yellow Sofa" são a minha "discografia" como músico solo até o momento.



01. Big Me (Foo Fighters)
02. We Can Work It Out (Lennon/McCartney)
03. Picture Book (Ray Davies)
04. You Shouldn't Be Sad (Ray Davies)
05. Teenage Kicks (John O'Neil)
06. Raindrops Keep Falling On My Head (Bacharach/David)
07. In My Life (Lennon/McCartney)
08. You Know What To Do (Harrison)
09. Shout (Isley Brothers)
10. Walking The Dog (Rufus Thomas)
11. Good Riddance (Time Of Your Life) (Billie Joe)
12. Dearest (Buddy Holly)
13. The Fool On The Hill (Lennon/McCartney)
14. speech + Anyway You Want It (Dave Clark)

desculpas. preciso mesmo explicar o porquê?

Bom, fazer o que. Abandonei meu querido blog por mais de dois meses, pensei em desativar, excluir, mudar de nome, pensei em tudo. Mas não fiz nada.

Só queria pedir desculpas, passei todas as minhas férias me ocupando com outras coisas (muitas extremamente menos importante que esse blog aqui), e quando vi já estava a mais de mês sem postar. E, hoje que as aulas voltaram, vou voltar aqui. Vê a ironia?

Mas tudo isso é justificável. De lá pra cá, gravei um CD, um EP e já trabalho no segundo disco. Claro, gravei-os em casa, sozinho, do jeito que dava. Mas isso dá um trabalho imenso, embora não aparente, e o tempo livre que eu arranjava pra postar aqui, acabei gastando nisso.

Mas ok, vou fazer uma série de pequenos posts por agora, e depois só Deus sabe o que vai acontecer por aqui. Mas seguimos firme, pelo menos por enquanto.

Abraços!